segunda-feira, 4 de maio de 2009

37 horas de olhos abertos ( A visão nunca Morre )

Um belo ponto de partida foi a confraternização entre familiares num buffet na rodovia do amor, com todos meus irmãos, sobrinhos, pai e mãe, tios, primos, cunhados e cunhadas, amigos, todos presentes; essa confraternização serviu de preparação para a maratona que estava por vir, uma maratona recheada de loucos, amantes da música, de revolucionários insanos, de artistas intransponíveis, de meninos e meninas, velhos e novos, católicos e protestantes...

No final desse festejo familiar eu juntamente com meus irmãos e amigos migramos para o centro da maior metrópole da América do Sul, fomos prestigiar um evento peculiar que reúne em si legiões de demônios, poluição, ares de arte e amor, a essência da cultura, longas horas de pura efusão com o sobrenatural, porém essa visão crua e super-humana só seria possível para os detentores de espírito hábil; evento grandioso, capaz de atrair todas as possíveis facetas desse planeta, atende desde o pobres de coração ao ricos de espírito, tímidos e lascivos, "gênios e degenerados", um verdadeiro cortejo a cultura, um tapa na cara da limitação.

Vários segmentos artísticos disseminados por todos os cantos e altitudes da cidade, no espetáculo do Camelo destacou-se a resposta do público, a retumbância do Senhor Eliézio o regente da grande multidão, mulheres em nossos ombros gritando "assim é que se faz", cerveja caindo do céu e refrescando os sedentos, o swing da guitarra, da vida doce, e o "pois é" que torturava os corações não correspondidos, os presente nesse show foram além do que se vê.

A gana revolucionária sempre surje nesses ambientes, e o senhor Baleiro manifestou sua indignação ocultamente em suas grandiosas canções, a mensagem direta e conotativa de sua música hackeou o cérebro dos obtusos e o brado da galera corou sua bela apresentação.

Uma grande festa que fora encerrada de modo digno, a Deusa de pernas torneadas foi quem nos concedeu esse belo desfecho, com ultraje iluminado condizente ao seu brilho no palco, a simplicidade de sua interação com o público contrastava com o seu poderoso vocal e gingado, a disciplinada banda harmonizara o belo cantar da filha da rainha, sim, um belo desfecho.

Congratulo portanto os presentes nessa virada!

Um comentário:

  1. Rafael Ray Vaughan ( Bom vivant Jr )5 de maio de 2009 14:32

    O ronaldo não me levou

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