terça-feira, 3 de junho de 2014

Vestida para matar.



 Não seja tolo nobre homem, o seu requinte não irá me comprar, minha ambição é maior do que imaginas, nem só de pão e sapatos viverá a mulher, sua ingenuidade muito me espanta, mesmo com essa katana apoiada em seu pescoço você ainda não entendeu que sou mais afiada que sua conta bancária? O seu dinheiro é capaz de estuprar, capaz até de estripar, mas não necessariamente capaz de conquistar, com isso, levarei sua cabeça em sinal de conquista, Adeus!

 De nada valeu todo esse aparato de segurança, esse circuito interno de filmagem servirá apenas para registrar o seu fim, os ruídos do alarme servirão apenas para abafar seu desespero, abafar seus gritos promovidos por esse açoite, talvez nem Alá te ouça em meio a esse barulho infernal, que vergonha, seguranças de primeiro escalão treinados em Israel enganados por um simples sorriso, por esse mesmo sorriso que você quis escravizar, uma pena que essa barulheira abafará o estralo do seu pescoço, Adeus!

 Não chora meu bem, tamanha lamúria não diminuirá a injúria, tenha vergonha e não chore diante de uma mulher, o estrago que essa Magnum calibre 44 fará em sua testa te libertará de um mal maior,  me recuso a disparar enquanto essas lágrimas estiverem escorrendo, quero dar-te um fim digno, foi contigo que aprendi que da mulher nasce a poesia, embora elas sejam incapazes de escrever uma única estrofe por falta de fonte inspiradora, exemplo vivo (por enquanto) é este diante de mim, você, homens por essência são insuficientes para nos dar aquele frio na barriga, não posso negar que toda essa testosterona nos fazem vibrar, mas ainda assim é insuficiente, muito trivial, é preciso algo a mais e isso vocês não compreendem, as maravilhosas poesias bem como os maravilhosos cânticos entoados por vocês tentam entender e explicar um pouco de nós mulheres, saiba contudo meu bem que tudo isso é vão, é muito poderoso, porém não fatal, levante-se e descanse seus joelhos, mesmo contudo lhe darei a honra de cair de pé,  Adeus!

Há quem condene meu julgamento, mas não tolero farelos no meu novo carpete, nem tampouco manchas de lágrimas no meu piso envernizado, se voltar contra o belo pode ser cruel, pois o belo é capaz de cegar, o belo é capaz de trazer luz ao cego, pois na beleza até a crueldade é permitida , pois sim, beleza se põe na mesa, look out!  

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