quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Garrafa na locomotiva
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
A vitrola escarlate de Armélie.

A citada genialidade musical diverge à idéia preconceituosa de um determinado professor de música que suprimiu o desejo musical de um grupo de meninas, ele alegava que o ser feminino não dispunha das mesmas aptidões e facilidade de aprendizado que o homem, ele dizia que para mulher desenvolver bem as habilidades em algum instrumento musical seria necessário dedicar-se arduamente, pois as mulheres não nasceram para tocar, não dispõem de talento nato para tornarem-se boas instrumentistas, esse conceito imposto por esse professor entristeceu Armélie em sua fase infantil, Armélie era uma criança que adorava tocar violino, mas desistiu do sonho de se tornar uma grande violinista em razão da supressão que seu professor lhe causou. Dez anos depois, mesmo desistindo de seu instrumento, Armélie não abandonou a música, frequentava pubs de jazz, garimpava sobre a música brasileira e era intimamente ligada à ela.
Armélie estava sentada distraída ouvindo seu Ipod num banco de esquina situado na região central de sua cidade esperando um táxi, nesse intervalo de tempo Raimundo um guitarrista de jazz aproximou-se dela e perguntou onde ela morava, como eles moravam na mesma região ele propôs à ela que dividissem o valor da corrida do táxi, Armélie não sentiu-se acuada com a abordagem do nobre homem e aceitou a proposta, sentiu-se atraída pela abordagem envolvente do gracioso rapaz, no táxi a sintonia e a convergência entre Raimundo e Armélie inspirou a bela moça a convidar Raimundo para jantar em sua casa, Raimundo não hesitou e aceitou o amigável convite, quando Raimundo entrou na casa de Armélie ele admirou-se com a decoração da casa, era enfeitada por vinis distribuídos pelas paredes e tetos, com recortes de jornais referentes a música e composta por plantas ornamentais, Raimundo sentiu-se acolhido por aquele lar, enquanto ele vasculhava a coleção de vinis de Armélie, ela preparava o jantar, Raimundo encontrou nessa discografia raridades do jazz, desde Billie Hollyday a Armstorng, de Chet Baker a Miles Davis, quando ele dirigiu-se à cozinha para saudar e parabenizar a linda moça por seus valores musicais, ela posicionou a agulha de sua vitrola na canção número cinco do primeiro álbum de "Clarence Gatemouth Brown", Gatemouth foi o único grande violinista de Blues, ele imperava com seu violino no ombro, aquela trilha sonora devorou todo ambiente, a muito tempo Raimundo não cultivava esse jazz-blues-fusion, os acordes dos naipes de metais e a linha melódica do violino de Gatemouth climatizaram aquele lugar e arremessaram Armélie nos braços de Raimundo, eles eram levados pelo rabecão percussivo e cadenciados pela rabeca de Mr Gate, eles seguiram a condução rítmica dançando institivamente e de modo lascivo, entregaram-se a volúpia paixão promovida pelo poderoso Jazz, cessaram apenas quando deram-se conta de que as panelas estavam em chamas, o jantar estava queimado por conta dessa agradável distração, eles foram obrigados a apelarem ao disk pizza, foi uma noite essencialmente calcada no jazz e alimentada pela grande harmonia entre Armélie e Raimundo, a vitrola de Armélie nunca havia testemunhado um clima tão impetuoso, passou a noite executando valiosos discos que orquestravam esse clamor aos céus, nessa bela interação Armélie disse a Raimundo da sua frustração por não ter seguido com o violino, falou de sua desistência promovida pelas duras palavras de seu antigo professor, na semana seguinte Raimundo teria uma apresentação no mais famoso pub de jazz da região oeste, convidou Armélie para fazer um dueto de "Song for Renee" de Gatemouth na noite de seu show, Armélie pensou em recusar o convite, mas aceitou para não prevalecerem as palavras de seu antigo professor, mesmo a muitos anos sem sequer tocar em seu violino ela aceitou o desafio confiantemente, ela estava nos braços de Raimundo e isso lhe deu segurança para aceitar esse encargo que estava por vir.
Armélie, passou a semana que antecedeu o show praticando e ensaiando "Song for Renee", desenvolveu muito bem, todavia estava temerosa pois nunca havia tocado para um público tão expressivo, no dia do show ela pensou em desistir, mas a presença de Raimundo transmitiu segurança à bela moça, quando finalmente ela subiu no palco, de modo genial ela ofuscou o experiente Raimundo com seus perfeitos solos, mostrou seu oculto talento que outrora fora suprimido por palavras vãs, exibiu a essência e genialidade musical que sempre esteve consigo, demonstrou grande habilidade para homem nenhum botar defeito, no final da noite em plena efusão com Mr Raimundo, Armélie prometeu a ele que iria retomar a prática de instrumentista, abençoar os ouvintes do jazz e contribuir para a difusão desse grandioso som.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Eu não tenho tempo.
No sétimo dia o senhor descansou, um cansaço curioso, a conotação desse cansaço cria uma incógnita, visto que o onipotente Jeová está a cima da limitação fisiológica humana, disse ontem a meu pai que estava cansado, vi em seu olhar um enorme ponto de interrogação, "esse moleque está cansado de quê?" "Não o vejo fazendo esforços físicos", talvez o cansaço de Deus seja igual ao meu, um cansaço de sobrecarga espiritual, por isso, tirei o dia de ontem para descansar e a bendita chuva contribuiu com o meu ócio, acordei de manhã não olhei no relógio mas vi que ainda era antes do meio dia pelo clima matinal, selecionei a discografia completa de Ronnie James Dio para me envenenar no tenebroso heavy metal, objetivava um descanso sem paz, queria ser atormentado pelo subliminar, parar o corpo e acelerar a mente, completada a sessão de DIO fui condicionar as artérias com B.B.King, a sua Lucile me levou ao sono profundo, pela primeira vez me vi sonâmbulo pelo corredor da minha sala, estava buscando algo que a muito não tinha, essa minha busca novamente me feriu nessa mesma sala, andando procurando pelo inacessível escorreguei no chão húmido em virtude das reformas que meu castelo passa e acordei desorientado, felizmente dessa vez não estava com um copo de vidro na mão, levantei pensei em tomar um banho mas voltei pra cama para retomar minha sessão de absorção do Mistério, dessa vez coloquei Malte & Vinil, tentei esquecer da essência desse som que foi criado por nós e ver algo que não vi no processo de criação, incrivelmente vi, vi o poder desse som, e sei qual foi e qual é a fonte dele, essa fonte valiosa não tem valor pois ela mesmo não se valoriza pelos valores que a cercam, por isso valorizei os valores paralelos que se valorizam, nesse ritmo caí no sono novamente, como o repertório era curto despertei pelo silêncio e fui alimentar meu corpo com caldo de mocotó para vigorar o físico pois a mente estava inflada e explodindo de tanto alimento, nesse ritmo fui até altas horas, as 23 horas decidi ir para o mundo real confraternizar com umas putas que me cortejavam ferozmente, decidi atender a esses clamores e exercitar a gana da Correagem, pus meu tênis novo e ao sair de casa me deparei com uma fina chuva e ciente de que o indomável Luiz Gonzaga Correia meu pai não iria liberar o carro para tal intento e para evitar a fadiga voltei pra minha cama para cultivar esse dia de folga, o meu erro foi colocar Led Zeppelin, pois ao tragar a tradução do sintetizador de John Paul Jones surgiu-me o desejo de ir a um boteco qualquer confraternizar com algum panguão ou com alguma cachaceira independentemente do nível, esse súbito interesse prevaleceu e mesmo tendo a opção do guarda chuva optei por contemplar o choro do céu sem proteção, apenas trajei meu famoso sobretudo verde e fui sem destino com o destino de parar no primeiro boteco que me inspirasse, antes de prosseguir rumo à seleção de botecos, passei numa boca de tráfico perto de casa para pegar uma lata de Skol pois os mesmos são incapazes de vender Brahma e vi o tamanho do temor que o tamanho da minha barba causa naquele bando de nóias, eles não tinham troco para notas de cem e não queriam me vender, mas a fixação do meu semblante negro os persuadiu de modo temeroso, portanto eles cederam, parti e logo na seguinte esquina entrei num bar, os presentes no bar eram uma moça de estilo rapper e um nordestino pernambucano, quando entrei no estabelecimento fui recepcionado amigavelmente pelo dono do bar, dei a ele o cd "Riding With The King" e ele gentilmente interrompeu a black music que o presente casal ouvia e pôs a faixa número cinco conforme eu havia pedido, sentei na mesa de bilhar com minha garrafa de cerveja na mão pensando em como iria introduzir o diálogo com os "colegas de bar", quando dei o primeiro gole o rapaz pernambucano perguntou-me que tipo de música era aquela que eu estava ouvindo, antes que eu respondesse a mocinha que estava com ele disse que me conhecia e que estava espantada com a mudança que sofri da infância para a fase adulta, as palavras dessa moça levaram-me à reflexão da evolução humana, das mudanças pelas quais passamos com o tempo, dos aprendizados que adquirimos e do tempo que perdemos com sentimentos banais, ela lembrou-me da época em que me dava pedradas pelas pirraças de criança que fazíamos e da emoção que sente em entender as fases que o ser humano passa, isso me levou ao entendimento de que nos próximos anos irei me envergonhar das minhas atuais limitações em virtude do progresso para o qual estou caminhando, essa é a tendência da humanidade, pelo menos para os que não se limitam e não se contentam com aquilo que é imposto pelo MEIO, pelo menos para aqueles que não tem rabo preso à nada, que fazem e vivem conforme o desejo próprio, não tem sua identidade dependente à identidade alheia, são essencialmente talentosos desvinculados a interesses materiais, essa positiva concepção de vida é para os que vivem em abundância por não se esconderem atrás de pequenas fortalezas, no futuro irei bordar um retrato de tudo aquilo que não sei dizer, mas enquanto isso irei correr atrás da consolidação do presente pois o meu grande clichê é: A vida está passando e eu estou sem tempo.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
River of tears
Esperando nesse lugar, onde a luz do sol nunca brilha, te esperando aqui onde as sombras fogem de si, esse sorriso trakina foi a razão de eu esperar por tanto tempo, eu perdi o caminho de casa, você não consegue lembrar do meu nome, ninguém tem as chaves da libertação, vamos voltar para casa, não sei se aponto para o norte ou para o sul, algum dia você estranha e tardiamente irá se lembrar, o Espírito disse às nossas almas que certos lugares são inacessíveis, minha cética e teimosa alma negou-se a crer, sua crédula e alma boba acreditou e se distanciou, o Espírito ordenou ao Tormento que se oposse em meu caminho, estávamos em frequentes combates, o Espírito lhe concedeu falso conforto através dos pobres de alma, aqueles lugares proibidos traziam consigo mistérios e segredos milenares, esses segredos ocultos conquistados após a derrota do Tormento deram-me a receita e ensinaram-me a matar o Espírito que doma o seu manso coração, eu o matei, agora estou num novo cenário sombrio onde o antagonista é o poderoso sucessor do Espírito, "o Distância", o Distância é um astuto demônio que derrotou diversos guerreiros mitológicos, ele venceu Poseidon manipulando a Deusa ateniense, agora ele quer vencer-me para vingar a morte do seu mestre Espírito, mas a minha força oculta e minha arma mais poderosa está aí contigo, você está numa outra estação, contemplando o céu os céus e o inferno e eu aqui do outro lado curando-me das chagas que adquiri no duro combate com o Distância, estou escondido para que as feridas que adquiri nesse combate se cicatrizem, e para quem esperava um final feliz, caiam em pranto, pois o Distância me encontrou, me rendi e um golpe mortal foi desferido, o Distância fardava uma armadura forjada de prata e carvão, em sua cabeça um elmo dourado, era um cavalheiro de baixa estatura e pele alva, enquanto eu agonizava esperando a morte chegar, esse guerreiro retirou seu elmo balançando seus lisos cabelos revelando ser uma bela mulher:
- Lhe darei o golpe de misericórdia, eu mulher sou seu ponto fraco, receba o "cólera da libertação".
Desferiu com sua espada enferrujada um profundo golpe no meu pulmão, o sangue não jorrou para fora, afogou os meus órgãos internos enquanto a doce Distância chorava um rio de lágrimas por minha dolorosa e lenta morte.
domingo, 16 de agosto de 2009
Seres divinos não pecam

Crer naquilo que não se pode ver caracteriza a fé, fé é a adesão absoluta à um crença espiritual é a crença incontestável ao sobrenatural, certa metáfora bíblica classifica como bem-aventurado aqueles que acreditam em algo sem comprovação evidente, isso é a fé, algo que transpassa o empirismo humano, o injustificável, desprendido de análises científicas.
Episódios recentes alienaram-me, ensinaram-me a crer no sobre natural de modo absoluto, logo eu que sempre respeitei a essência implícita daquilo que não foi revelado, eu que não faço julgamento daquilo que foge da natureza humana, livre de intuições e apegos religiosos, o primeiro episódio que evidenciou a existência de fatos que estão fora das leis naturais foi a explosão das pupilas do Mr Tuco ao ver de sua bateria Jimmy Page revelado na Les Paul de Nivas Guerra, Tuco em seu banquinho diante de seus pratos testemunhou a aparição de um ser inexistente no plano terrestre que era concebido pela presente guitarra, os bends representavam os gritos da feliz dor do parto, eu estava lá naquele estúdio sombrio situado nos confins da margem do Cocitos e vi o nascimento do filho de Maria Raimunda, aquela criança que saiu da vibração contundente das seis cordas umbilicais impulsionou a gana eufórica de Mr Tuco, enquanto o Nivas tocava sua Maria Raimunda com acordes e trinados insinuantes, Tuco George cadenciava de modo agressivo a regência percussiva, provocando com seu bumbo plástico a sensação de frenesi absoluto no poderoso rock zeppeliano, no fim de tudo isso a calmaria baixou no compacto ambiente e comprovou a existência de fatos sobre naturais.
Outro fato sobre natural foi a mística magia noturna presente em uma mulher que é perseguida pelos invejosos inquisidores que a condenam por sustentar a suposta heresia de ser um ser dos anjos, os inquisidores em reunião no concílio objetivavam caçar essa bela bruxa, discutiam sobre os atos dessa mulher que emana divindade, apenas 2% dos presentes nessa assembléia absolveram a doce bruxa, portanto, ela foi convocada para julgamento a fim de prestar conta de seus dizeres hereges, caso ela fosse condenada teria a severa sentença de ser queimada em praça pública diante de seus seguidores e admiradores, os amantes da eminente beleza angelical iriam chorar essa perda irreparável.
No dia do julgamento, Ela compareceu no tribunal exibindo a plenitude de sua divindade, a promotora que iria conduzir as acusações à gloriosa moça estava excessivamente ansiosa e tomada por um sentimento de fúria, queria provar a todos a falsidade nos dizeres da famosa bruxa, ela iniciou as acusações tomada por um forte ódio:
- Com que autoridade e em nome de quem você proclama por todos os cantos sua suposta divindade?
A promotora iniciou o processo de acusação de modo sutil, pretendia deixar pro final os argumentos agressivos, entretanto, a autenticidade dos poderes da bruxa dos anjos calou a perseguição de todos os inquisidores presentes:
- Eu venho em meu nome, tenho a autoridade dos anjos, vocês creem na verdade e de modo silencioso desconhecem a essência do que viria ser a mentira, vocês creem na cronologia e no calendário ocidental, mas jamais se perguntaram o que é o tempo, vocês dizem que toda ação gera reação, mas não sabem o que é causa ou efeito, vocês constituem famílias, alimentam sentimentos passionais, mas jamais perguntaram o que é o amor, você nobre mulher, que me questiona e me condena pelas maravilhas dos meus dizeres não consegue ver a trave que está cravada em seu busto, você religiosa me persegue pelo bem que faço ao meu próximo e não vê o mal que te rodeia, assenta-se à roda dos escarnecedores submetendo-se a agressões físicas, vocês todos presentes nesse tribunal alimentam a hipocrisia de canalizarem suas fragilidades para seres fortes, vocês transferem a terceiros a responsabilidade de errarem o alvo, portanto minha gente eu voz digo, dentro da lei de vocês eu já estou absolvida dessa maldita sentença, pois olhem bem pra mim, vejam a beleza manifesta nessa carne que estou encarnada e saibam que os seres divinos não pecam, portanto retiro-me desse tribunal terrestre e irei de encontro aos meus.
Ela levantou-se calmamente, todos presentes ouviam calados, dissolveram-se com as palavras da doce moça, o seu poder divino paralisou os presentes, presentes esses que apenas assistiram ela saindo daquele ambiente acompanhada de si mesmo e de sua inerente glória, após sua saída todos os que presenciaram tal episódio retornaram a si maravilhados com tamanha preeminência, nesse dia vi a ação divina de um ser, não posso mais ser chamado de cético, pois vi o sobrenatural.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O estranho reconhecimento

segunda-feira, 27 de julho de 2009
Eu amo esse camarada
Que todos me perdoem e podem me considerar um blasfemo por referir-me a Ele, a Buddy Guy, o melhor guitarrista dos universos paralelos.
Homem de guitarra preponderante e arrogante, virtuosismo incalculável, há eternidade na sustentação de seus bends, tênue, explosivo na progressão mentirosamente ascendente que decai em sentimento verbalizado na sua preta de bolinhas. um guitar player que ensina a essência do ser amante no palco que o revela, que mostra e se mostra, um monstro, devora o tempo em ação; ação de um vocal tenebroso, esse cabra é bom, cabra da peste, misericordioso e fraterno para com seu público, Buddy Generoso. Pilantra, tem sempre uma carta na manga, confiem em Buddy Guy.
No show chega e não tem hora pra parar, se lhe recair a palavra e lhe sobrevir o clamor, ele lá estará entoando o lamento, estará vibrando, ecoa a comemoração sem saber que o fim está próximo, Buddy não é cronológico, ouve o ruído do relógio de areia e o observa.
Aparição impactante, aparições impactantes, é necessário ser político e respeitar as palavras que saem de sua guitarra, pois se elas caírem no esquecimento e forem desrespeitadas com palavras torpes, Buddy Guy aparecerá como um ladrão da noite e surpreenderá a todos, aparecerá diante da black sweety little angel acompanhada de seu demônio.
Buddy Guy eu vi, o xero viu o seu cheiro, Buddy we love you.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
A big-legged woman ain't got no soul.
Misericordiosa, piedosa, move-se para os seus não moverem-se a perdição. sexta-feira, 10 de julho de 2009
Caminhos de uma motocicleta sem setas.
O sistema está em constante variação, a incapacidade de prever declínios e contratempos futuros sugere que se tenha sempre uma carta na manga, ter um plano B, afinal, as oscilações humanas contribuem para o desandamento de planos e projetos, se há tempo hábil para retificar os erros cometidos no desenvolvimento de tais intentos, corra contra o tempo para honrar com os compromissos assumidos, considerando isso e sapiente do caótico trânsito de São Paulo uma motocicleta seria de grande utilidade por sua mobilidade e rapidez, e foi a rapidez de uma motocicleta sem setas que possibilitou que reparássemos dentro de um intervalo curto de tempo os danos causados nos atuais empreendimentos.quarta-feira, 8 de julho de 2009
Eu a chamo de menina

Uma amiga disse-me que as grandes composições poéticas e as grandiosas canções são referências à mulher, é a prova da causa e efeito que as mulheres submetem os homens, isso no blues pode ser posto num sentido literal (verdadeiramente um bluesman não pensa em nada que não vá levar à elas).
Um amigo meu artista plástico, autor, ator, figurinista, não conhecia grandes nomes do blues, em função disso eu o apresentei grandes músicos como Robert Johnson, Muddy Waters, Sonny Boy Williamson, Jonh Lee Hoocker, Son House dentre outros mestres, em uma semana ele disse-me: "Meu caro, afaste-me disso que você chama de blues ou eu irei me tornar um verdadeiro heterossexual, amante incondicional do ser feminino, que letras maravilhosas e extremamente - surpreendentemente bem feitas em sua construção, quisera eu entender o poder que essas mulheres exercem sobre vocês homens do blues, definitivamente tenho que creditar à elas o mérito dessas maravilhosas composições".
Eu compus um blues para uma moça e essa canção está em plena difusão no nosso meio, e esses conceitos me veio à memória por ter me encontrado com ela ontem e entender através de seus olhos os porquês que me inspiraram a criar essa grandiosa música, entendi o poder que uma moça especial pode causar no lado artísitco de um jazzeiro, conforme é dito no meio dos diplomatas do blues: "precisamos delas em nossas canções", por mais que as letras agreguem valores políticos ou manifestantes, saibam que sempre há uma mulher por trás que move a revolução do compositor do blues.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Criança vingativa
A artéria pulsante proclama o desejo, um desejo que jamais existiu, foi apenas um gesto de vingança infantil, brincadeiras indevidas.Não busque a desforra através de um ser alheio aos seus desvarios, busque sim naquele que te entortou, vingue-se sim, mas não vitime o inocente em troca de satisfação vingativa, afinal no final tudo volta a ser como era, mesmo com a vingança instituída a insolência passiva é retomada e maquiada pela inexplicável obsessão mútua de ambos personagens, personagens compostos por igualdades, eles são iguais em seus vergonhosos desejos implícitos, eles gritam internamente e mostram-se incapazes de se desprenderem pela eminente compatibilidade, magoam-se desnecessariamente pois a quentura da paixão resfria-se pelos ventos novos que sopram em seus novos e curiosos semblantes, em sumo crescimento deslumbram-se e machucam petulantemente os seus verdadeiros parceiros, escondem, mas, mostram que o amor está alí revelado na tolerância dos pecados cometidos entre si, sempre se perdoando em respeito à bela infância vivida juntos, carregada de risos e configurada por desrepeito que é humanamente compreensível e naturalmente condenado, o valor de tudo isso está na liberdade arbitrária que é judicial e divinamente lícita, então para nós que estamos de fora eles nos dizem "malmequer", eles se aquecem nesse inverno e que tudo mais vá para o inferno, principalmente aquele que fora vítima dessa linda vingança urbana.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
She shook me all night long!
Fomos impulsionados pelo sentimento verbalizado na harmônica blues regida pela excelente banda que comandava o grandioso show no centro cultural São Paulo, as injeções de ânimo que recebíamos gradualmente no decorrer do show nos obrigaram a ingerir cada nota daquele show de modo minucioso, com isso, fomos abastecer o refrão que envolvia o bom funcionamento cerebral com chops e tequilas, desse modo, instaurou-se uma paixão desenfreada, difusa e essencialmente mútua, esse desejo compulsivo que me envolvia e que consumia a minha nobre acompanhante nos teletransportou do bar para o táxi, do táxi para a hidromassagem, na margem da hidro o nosso combustível estava presente ostentando os seu 12 anos de cultivo, a trilha sonora do ambiente era propagada pela guitarra de Angus Young e liderada pelo vocal de Ian Gilan, um clima altamente fervoroso e tenebroso, tamanha foi a força da união dos flamejantes corpos que as paredes tremiam, o universo tremia, o firmamento tremia. Tremiam! She shook me all night long!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Janelas de Adeus

sábado, 9 de maio de 2009
33 horas de olhos abertos ( The Vision never die )
De pé as 5h, concebendo the New Orleans songs before sunrise, despertei cedo em razão da inquietação cardio-respiratória causada pelas aparições da moça de natureza bucólica em meus turbulentos sonhos, e no momento de sua fuga, esse sonho tomou forma de pesadelo e com isso a continuidade do meu sono fora rompida. Já de pé perambulando pela casa, projeto um belo roteiro com vários níveis de entretenimento a fim de cativar e ter um "dia gentil" com a personagem dos sonhos em sua forma real, todavia, foi um esforço vão, ela recusou esse nobre convite, e de modo irredutível ela fez-me vítima de um desprezo eminente, contudo, utilizei do clima matinal para retomar minhas atividades físicas que a muito tempo não fazia.Altas doses de um bom e velho bourbon, fizeram-me desviar de rota assim que saí do centro cultural Fiesp av Paulista, o relógio marcava 22h, eu deveria voltar pra casa para passar as músicas que seriam executadas no ensaio do dia seguinte, ensaio que começaria as 7h e sem horário para terminar, eu porém movido pelo estado etílico aproveitei o ensejo para rever alguns amigos da noite que trabalham na região do Paraíso, e nessa longa interação lembrei-me repentinamente de uma moça que foi um dos meus grandes affair, bela mulher e grande amiga, eu havia lhe suprimido de minhas lembranças por estarmos em pólos distintos, embora fôssemos extremamente compatíveis, seguimos estradas diferentes; eu estava a poucos metros de sua residência no bairro do Paraíso, celular descarregado, comprei um cartão telefônico, porém cético quanto a sua presença em casa, afinal era uma agradável sexta-feira noturna , eram 23h, ela deveria estar saindo da faculdade rumo aos botecos da noite paulistana, porém ignorei minha presunção e liguei em seu celular:
-Hello Baby!
-Quem fala?
-É o seu mestre, onde você está?
-Nossa! A quanto tempo Ronald, eu estou em casa, de pijama, pronta para dormir.
-Estava com saudades desse seu "Ronald", tire esse pijama, coloque uma roupa bem sensual, que eu passarei em sua casa para tomarmos várias tequilas lá na rua Vergueiro, naquele bar onde eu e você costumávamos interagir de modo maligno para com os frágeis...
-Sim claro, naquele bar onde você me fez passar tanta vergonha, bons tempos! Porém, não poderei estender muito, terei aula de inglês amanhã as 7h.
-Se liga mulé, eu também tenho compromisso amanhã, 7h, esse sim é um compromisso inadiável e se o caso for e certamente será, você vai direto pra aula fedendo a cigarro e eu pro ensaio bêbado, afinal tocar embriagado é mais produtivo.
-Então tá, estou te esperando.
-Tô chegando.
O clima romântico proposto pelo cenário da região de sua casa, sugeriu que fôssemos a pé de sua casa até o bar, não obstante a dificuldade de estacionar na rua Vergueiro; seguimos rumo ao bar como um par harmônico, ela entrelaçava o seu braço entre o meu, temerosa no trecho deserto e sombrio de sua rua, contudo, o meu olhar hostil, minha barba consistente e negra somados com o meu sobretudo verde repeliam os assaltantes em potencial, a mocinha de beleza oriental estava em absoluta proteção e repousava em meus braços tranquilamente.
Um reencontro marcante, visto que ambos sofreram transformações notórias, os seus lisos cabelos curtos e tingidos cresceram e assumiram seu tom original, seu corpinho frágil surpreendentemente adquiriu vultosidade distribuída que gerava cobiça e atração física, eu 5 quilos mais pesado, absolutamente careca e barbudo o que também produzia uma extravagância atrativa. As mudanças não permaneceram nos valores estéticos, ela em sua nova área profissional adquiriu grande crescimento intelectual o que lhe propiciou uma visível evolução em seu comportamento, portanto, a sintonia que havia entre nós multiplicou-se consideravelmente.
Conforme o previsto, o temas e conspirações eram tantos que as inúmeras garrafas de cerveja não foram suficientes para ampliar o nosso humor, logo, apelamos para as diminutas doses de tequila acompanhadas de uísque irlandês, e nesse ritmo de estrago, nós expomos os amores mal vividos no decorrer desse longo tempo em que não nos víamos, e sintaticamente chegamos no consenso de que a flora está à nossa disposição com sua fauna abrangente e de que somos dois animais irracionais que gostam do estrago, por isso, procedemos de tal maneira.
No final dessa bela interação, que infelizmente fora interrompida em virtude dos nossos compromissos, afinal já era 6h e ambos tínhamos obrigações inadiáveis, eu a conduzi até sua casa, guiado pela luz da lua que se despedia para a entrada da luz do sol, nos despedimos com ar de "quero bis" episódio que certamente será repetido inúmeras vezes.
Do Paraíso direto para a Vila Yara, lugar do estúdio de gravação, todos os membros da banda esbanjando empolgação e disposição, curiosamente eu estava com vigor superior ao de todos, a adrenalina promovida pela dócil mestiça foi o combustível para eu aguentar altas horas de ensaio regado de muita cerveja e shuffles virulentos.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
37 horas de olhos abertos ( A visão nunca Morre )
Um belo ponto de partida foi a confraternização entre familiares num buffet na rodovia do amor, com todos meus irmãos, sobrinhos, pai e mãe, tios, primos, cunhados e cunhadas, amigos, todos presentes; essa confraternização serviu de preparação para a maratona que estava por vir, uma maratona recheada de loucos, amantes da música, de revolucionários insanos, de artistas intransponíveis, de meninos e meninas, velhos e novos, católicos e protestantes...sábado, 25 de abril de 2009
Boca, queima feito fogo
Aterrorizante é a guerra estética travada entre mulheres, sempre foi assim desde épocas mitológicas, elas se envenenam através de elogios dissimulados, essa luta militar de vaidade cosmética é composta por armamento ornamental, creme hidratante, roupas sensuais, batons ditam o tom dessa batalha, elas se tragam e dizimam-se com a própria beleza.Nesse duelo sangrenta são as batalhas, a diversidade de atributos estéticos é infinda, cada integrante dessa guerra dispõe de suas armas peculiares. Em guerras entre nações, a nação que dispõe de melhor recurso militar sempre vence, já nesse combate da soberba feminina a pequena menina de boca bordada tem em mãos a "bomba atômica" para acabar com essa batalha milenar, uma boca que queima feito fogo
domingo, 19 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Child
Hoje na reunião pedagógica de pais e mestres do meu filho-irmão, senti as distintas realidades de cada criança em seu seio familiar, o tema abordado na reunião de hoje foi a violência no ambiente escolar, foram dado vários exemplos de ocorrências criminosas dentro do ambiente escolar promovido por adolescentes de 14 a 15 anos, cada pai ali presente compartilhou de suas experiências similares ao tema com o professor que regia a reunião, avaliei cada fato isoladamente e vi as inúmeras dificuldades de aprendizado que os alunos encontram pela carência de boas influências dentro de sua dura realidade social, nesse ponto vi o quão privilegiado fui no meu período de infância e adolescência, isso deve-se ao meu estável padrão familiar, vejam, tenho um irmão 8 anos mais velho do que eu, que foi e é uma boa referência para mim, sempre me espelhei em suas ações, um exemplo de ser-humano, meu ídolo, tenho duas irmãs mais velhas que exerceram e exercem bem o papel de irmãs, e por serem mais velhas me isentam da responsabilidade de protegê-las e de sentimentos de ciúme, tenho um irmão dois anos mais novo que eu, irmão este que compartilha de anseios comuns ao meus, desde o mesmo time de futebol a preferências musicais a conceitos de moral, isso faz com que vivenciamos os mesmos ambientes, e como se não bastasse ainda tenho um irmãozinho que vejo como um filho, uma noite longe dele já me deixa saudoso.terça-feira, 14 de abril de 2009
O eterno ou o não dá.
sábado, 11 de abril de 2009
Índia com doces em seu olhar

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
As guloseimas angelicais
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Palmeirense sim, Mancha Verde Nunca!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Blues with a feeling
A linha de composição do BLUES é essencialmente elementar, é sempre uma mensagem direta que é própria do blues, os sentimentos expressos nas letras são extremamente emotivos e minimalistas, talvez se o relacionamento humano seguisse o raciocínio da composição bluseira certamente o envolvimento seria mais promissor.I Can't Quit You, Baby, so I'm gonna put you down for a while. X2
When you hear me moaning and groaning, you know it hurts me deep down inside. X2
Without know, you are smiling.
With such smile, you don't hurt me.
And then, began my tears.
You was vanishing and back.
Smile with murderer intention
You're back to stay !
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Quem disse que árabe não mexe com carneiro?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Cadê a idéia própria?
O desejo do adolescente por uma suposta intelectualidade, de certa maneira sufoca a sua capacidade de criar, de desenvolver a própria arte, adolescentes com boas tendências são influenciados por adultos renomados, adultos consagrados por suas obras, quer sejam elas musicais, esportivas, revolucionárias, etc, esses adolescentes, buscam o reflexo positivo transmitido por um ídolo, seja ele um grande líder político, escritor, compositor; e isso é um ponto positivo, útil por produzir essa boa influência, contudo, o poder dessa boa influência produz no adolescente um efeito tão grande que esse novo conceito adquirido é tomado por um fanatismo exacerbado, onde todas as suas ações e manifestações públicas são calcadas nesse novo aprendizado, é um sintoma típico em adolescentes bem intencionados, porém, o lado negativo dessa realidade é que parte desses "jovens discípulos" se esquecem da própria personalidade, tudo que é expresso por esses adolescentes é sempre frase de algum poeta consagrado, de uma figura histórica, ou trecho de alguma música marcante, isso também é percebido em páginas na internet, onde a auto descrição desses meninos e meninas é baseada no pensamento dos respectivos ídolos.Entretanto, existem também, crianças e adolescentes que fogem a essa "regra", estes são fortemente influenciados por bons artistas, no entanto, possuem uma grande aptidão de criação, não são sufocados pela opinião alheia, ainda que sejam marcados por seus ídolos, não permitem que a própria personalidade e a capacidade de criação seja dissolvida, tenham como exemplo Malú Magalhães, uma mocinha de 16 anos de idade, absolutamente talentosa, mesmo rodeada por grandes nomes da música, não se deixa levar por isso, antes, é criadora de seus próprios métodos de composição e idealizações, é difusora das próprias frases, não menciona em seus discursos grandes filósofos, e sim o próprio pensamento, há também uma moça cujo o nome não vem ao caso, que segue o mesmo padrão, enquanto seus amigos buscam escritores modernistas famosos, ela busca o improvável, enquanto eles estudam guitarra, contrabaixo e bateria, ela procura um professor que leciona harpa.
Crianças e adolescentes também são formadores de idéias, criadores de novos métodos e valores, onde está escrito que só os adultos são capazes de criar?
domingo, 4 de janeiro de 2009
Drumembêis

sábado, 3 de janeiro de 2009
Êxodo indesejado
"Lá não tem muito carro, lá é difícil de morrer gente, é uma cidade pequena, tudo lá é perto, as pessoas lá só morrem de velhice, aqui em são paulo muitas crianças morrem de doença e atropeladas e de bala perdida também, a cidade aqui é muito grande, posso me perder, é bastante perigoso, aqui eles matam crianças, queria voltar pra lá, mas a minha mãe tem um trabalho aqui e não quer voltar". Esse foi o desabafo de uma criança de 9 anos, que deixou sua terra natal situada no interior da Bahia para acompanhar sua mãe em busca de melhores condições em São Paulo.Esse garoto é vítima da zombaria de seus amiguinhos de escola, as crianças de sua idade ridicularizam esse menino pelo seu sotaque diferente, ele é esnobado por não ter sequer um par de tênis para ir a escola: "Olha lá o baianinho das havaianas", ele é desprezado por não dispor de condições favoráveis iguais a de seus coleguinhas, "credo baiano, você não tem video-game, não tem bicicleta, usa sempre essa mesma roupa... Nos passeios de escola, ele fica de fora por não ter dinheiro para pagar, as outras crianças vão a feiras de ciências e ele fica na rua imaginando como seria essa feira.
Eis as palavras que finalizaram o desabafo desse menino: "Torço para que a minha mãe volte para Itiúba e consiga um trabalho lá, sinto falta dos meus amigos de lá, não gosto daqui, os adultos e crianças olham feio pra mim, tenho medo de todos aqui".
Criança com medo de criança!
É triste ver um bando de paulistas, rockeiros, fãs da banda paulista Ira, cantarem:
"Não quero ver mais essa gente feia
Não quero ver mais os ignorantes
Eu quero ver gente da minha terra
Eu quero ver gente do meu sangue
Pobre São Paulo,Pobre paulista, Oh, Oh
Pobre São Paulo,Pobre paulista, Oh, Oh"
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
O mundo em um edifício.
A grande virtude do ambiente hoteleiro é poder confraternizar com a diversidade étnica mundial sem sair do lugar, é possível encontrar povos de todas as regiões do Brasil e do planeta, o que permite entender um pouco da filosofia cultural de cada nação, compreender as noções culturais de vários povos e tribos, interagir com múltiplas personalidades, desde o mais arrogante ao mais humilde, orientais e ocidentais, mulçumanos e cristãos.domingo, 28 de dezembro de 2008
Old love
Sempre há quem olha saudoso para o passado relembrando os bons tempos, lembrando da embriaguez pitoresca, dos múltiplos ambientes inusitados, das conspirações conjuntas com as inspetoras escolares, dos calotes aplicados nos donos de cantina, do grito coletivo das mocinhas nos campeonatos de futsal, do gol perdido na semi-final, dos enquadros da polícia militar, da quebra da ética escolar movida pela complicidade entre aluno e professor, do primeiro solo de blues na harmônica e principalmente daquilo que não fora feito por determinadas insuficiências.sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Céus e terra passarão
A estimativa de vida do brasileiro de acordo com o IBGE é de 71 anos de vida. Do primeiro ano de vida ao décimo segundo é caracterizado a fase infantil, dos 12 anos aos 17 o período da adolescência, dos 17 em diante restam mais 54 anos para atingir os 71, considerando que uma vida de saúde plena nos tempos atuais é de até no máximo 45 anos, pois dos 46 em diante surge um série de distúrbios orgânicos no corpo humano, o que revela que a fase adulta de saúde plena é de apenas 28 anos.Maldita inspiradora
Patricia Anne Boyd nasceu em 17 de Março de 1944 na Inglaterra. Modelo, atriz e fotógrafa, Pattie é conhecida por ter sido esposa de duas grandes estrelas do rock internacional, George Harrison e Eric Clapton, além de ser inspiração para algumas das músicas mais românticas de todos os tempos. Pattie foi uma modelo de sucesso durante a década de 1960 e 70, aparecendo na capa de várias revistas de moda como a versão britânica e italiana da Vogue.quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Virgens tropicais
A beleza tropical é a beleza que transcende a formosura física, é a beleza que atende a oculta lubricidade, um charme peculiar carregado de veneno, a peçonha proveniente dessa beleza tropical é semelhante a que é proferida pela víbora do jardim do éden (conduz ao "pecado"). O efeito desse veneno é também de essência singular, ele causa um mal-estar emocional, submetendo a vítima a uma abstinência desenfreada, depois de agonizar nessas alucinações o efeito do veneno acaba e juntamente com ele a primeira ilusão, a partir de então surge a decepção, e essa é a pior parte, pior por encontrar uma mulher em pele de menina e depois descobrir que era apenas uma mocinha desabrochando.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Imperialismo norte americano
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Águas Lamacentas!
McKinley Morganfield, aquele que introduziu o Blues elétrico.B.B.King e Buddy Guy hoje são as únicas lendas vivas do Blues, são o nomes que ilustram a vontade do mestre McKinley Morganfield (nome de batismo de Muddy Waters), de conduzir o legado do Blues por todos os cantos do mundo. O nosso lendário slow hand é um dos missionários de Mr Muddy, saibam que Muddy Waters dias antes de morrer incubiu a Eric clapton uma missão, vejam quais foram as palvaras de Clapton: "Perto do final de nosso tempo juntos, Muddy começou a me falar sério sobre levar avante o legado do Blues, chamando-me de filho adotivo, e garanti a ele que faria o meu melhor para honrar essa responsabilidade, era um encargo quase esmagador para assumir plenamente, mas levei-o ao pé da letra, e por mais que esse tipo de coisa seja jocosamente desdenhado hoje em dia, tenho absoluta certeza de que ele falou sério". Muddy Waters um verdadeiro chefe, apadrinhou grandes nomes da música mundial, não irei mencioná-los pois eles não vêm ao caso. Muddy foi a primeira grande celebridade do blues mundial, o mentor e precursor do blues elétrico, o homem que inspirou o rock and roll, o verdadeiro pai do Rock, não obstante a isso, ELE reuniu grandes nomes do Blues, esses sim convém mencionar, Willie dixon, Little Walter, Big Walter Horton, James Cotton, Junior Wells, Buddy Guy, Otis Spann, Pinetop Perkins e essa lista ainda vai longe, formando uma verdadeira big band, o feeling ímpar que reside no som de Muddy waters é concebido de modo pesado e profundo, é um Blues típico de salões esfumaçados que embaçam corpos bêbados, um blues de boteco mal iluminado, um Blues de cabarés, puteiros, casas de prostituição, um Blues que inspira moças strippers, o Blues mais depressivo e animado.
Portanto, lanço um apelo aos amantes do Blues, de levar adiante esse legado, de difundir o Blues pelo Brasil a fora, um apelo aos obstinados bluseiros em pleno país do futebol, façamos esse tributo a Muddy Waters, façamos isso pelo Blues.
Afinal, o Blues É, o resto é decorrência.
